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domingo, junho 01, 2014

A IMPACTO DO CONSUMISMO NA ECONOMIA DOMÉSTICA

(A reflexão de sempre)
Acordei tropeçando em sapatos que raras vezes uso. Abri o roupeiro e deparei-me com muita roupa que uso de vez em quando ou quase nunca.

- Vivemos comprando coisas que não precisamos,
- Com o dinheiro que não é nosso (créditos bancários).
- Para parecer que somos o que não somos (financeiramente folgados).
É óbvio que não precisamos de viver no limite das possibilidades, tendo apenas o estritamente necessário. Não precisamos de ter “a máquina” no limite de potência, entrando em descompasso caso um “equipamento” entre inesperadamente em actividade. Mas, que tal ser mais comedidos nas compras?
Os especialistas em marketing sempre nos impingirão a comprar cada vez mais e satisfazerem, desta forma o desejo dos vendedores e prestadores de serviços para quem trabalham. Os fabricantes e prestadores de serviços (combinados ou desagregados) vivem da produção e venda. É o consumo que gera crescimento. Mais consumo resulta em mais dinheiro e mais investimentos. Hoje, os produtos e até os serviços que se prestam são dimensionados no tempo. Desvalorizam-se à velocidade da criatividade e da moda tornando muito efémera a sua duração. Você compra um veículo cujo design é atraente. Seis meses depois sai um novo modelo com um design “irresistível”. Você precisa de veículo em bom estado técnico para se locomover ou precisa de andar naquele com novo design?

Quem segue a moda apenas vai dançando a música dos produtores, amplificada pelos homens da promoção. Você será o homem ou a mulher que sempre estará na praça, comprando a qualquer preço, com o dinheiro que (ainda) não é seu. E vai trabalhar cada vez mais para pagar o que você deve ao banco que também lucra com os juros.

Ou você descarta a moda que o leva a usar "produtos perecíveis" ou sentir-se-á como eu que, mesmo estando desalinhado com a moda, me sinto cheio de coisas que me parecem estar a mais.

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