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quinta-feira, agosto 15, 2013

O PAPEL DA AUTORIDADE TRADICIONAL NO PERÍODO COLONIAL

Nos anos 50 e 60 do séc. XX, oficialmente já sem a escravatura, abolida no séc. XIX, quando Portugal decidiu investir nas rodovias para consolidar o domínio efectivo do território que lhe havia sido reconhecido/entregue pelas potencias, reunidas em conferencia em Berlim (Dez 1894-Jan 1895), o recurso ao trabalho sob a forma de contrato precário, onde as pessoas eram recrutadas pelo soba da aldeia, forçado a levar os seus aldeões jovens (homens e mulheres) ao posto administrativo, sob pena de apanhar palmatoadas e outros castigos corporais, foi o caminho encontrado pelo colonizador.
Antes, para que o soba tivesse mão de obra na aldeia, as aldeolas familiares foram aglutinadas à força, sendo nelas instalados alguns equipamentos sociais (atractivos) como capela católica, fontanário e cantina comercial, a primeira e última, excelentes elementos de penetração colonial e subjugação dos povos autóctones.
Depois de seis ou mais meses de trabalhos forçados e mal remunerados, eram descontados os vales ( fiados), o imposto indígena e o que restava chegava apenas para comprar um pano para a mulher ou a mãe ou um cobertor.
Como encaixar hoje o direito positivo e o consuetudinário (costume) exercido pelas autoridades tradicionais  na norma que (deve) rege(r) o país?
 

O soba, naquele tempo, servia apenas como mobilizador de mão de obra barata das aldeias, não lhe sendo reconhecido qualquer valor ou autoridade (paritária ou auxiliar) junto da administração colonial. Os ditos contratados, mal alimentados e sempre tratados como  objectos, nunca se podiam queixar do sol que lhes assava o dorso, tão pouco da chuva, da nudez ou do peixe e fuba podres que lhes eram dados como mantimentos ou mesmo reclamar dos mau tratos dos cacapatazes  e cipaios (agentes africanos ao serviço da administração colonial) e dos colonos brancos investidos de poder até para massacrar autóctones.
Assim se fez o desenvolvimento da colónia: trabalho forçado, não remunerado, suor e sangue.
 
 

quinta-feira, agosto 01, 2013

"EU SÓ HOMEM" OU "EU SOU HOMEM"?

- “Eu só uma pessoa muito amorosa”, disse-me certa vez uma jovem bem aparentada, quando teclava comigo no face book”.
- “A minha mulher disse-me que sou o seu preferido”.
- “Só te levo para a escola se me deres antes um beijo, disse o Manuel Katala-Hari que só tem um carro”.

: é sinónimo de apenas; unicamente.
Exemplo: Só escrevo estas coisas porque quero ajudar a miudagem

Sou: é forma conjugada do verbo ser, modo indicativo, tempo presente.
Exemplo: Eu sou um aprendiz de professor.

Logo, a primeira frase, “Eu uma pessoa muito amorosa”, está errada.