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sábado, maio 25, 2013

CRIANÇAS A LER É MINHA ALEGRIA

Alegria maior não teria em dia de aniversário.
Primeiro as felicitações antecipadas dos meus amigos factuais e virtuais. Depois a materialização de um sonho que era oferecer livros a uma biblioteca infantil comunitária da Lunda Sul.
Escrevi  o livro "Manongo-Nongo" com a pretensão de angariar um patrocínio e oferecer toda a tiragem a bibliotecas infantis. Não obtive patrocínio mas custeei a produção de 1000 exemplares e metade foram vendidos, estando a outra metade em ofertas sucessivas.
 
Ontem, 24 de Maio, fiz a primeira oferta em média escala. Mais de cinquenta livros oferecidos à Biblioteca Infantil Comunitária que catoca (meu patrão do momento) inaugurou na aldeia de Caxita-Mwandonji, município de Saurimo. Foi o realizar de um sonho.
Quem me dera ter algo para ler na minha primeira infância!
 

quarta-feira, maio 15, 2013

O PRAZER DE FORMAR NOVOS JORNALISTAS

Depois de uma experiência que deu muitos frutos que foi o Clube de Jovens Amigos de Jornalismo afecto à Igreja Metodista Unida de Moisés, em Luanda, nos idos de 1999-202, voltei a transmitir os “parcos” conhecimentos que possuo a jovens candidatos a jornalistas.

Desta vez, 14-16 Mar.2013, a curta formação foi para jovens da Lunda Sul, a pedido da Comissão de Comunicação da Diocese de Saurimo que se prepara para a eventualidade de ter uma rádio diocesana. Dez jovens, na flor da idade, ávidos de conhecer o “A,B,C” do jornalismo radiofónico (radialismo), uma área em que trabalhei cerca de dez anos na LAC.
Depois de uma parte introdutória onde abordamos os conceitos de Jornalismo, radialismo, notícia, entrevista, Reportagem, etc., entramos para a parte teórico-prática.
_ Como se deve posicionar o repórter no momento da colecta de informação? - Perguntei.
O consenso foi que deve situar-se como uma câmara situada na última bancada de um estádio, numa posição que permita registar tudo o que se passa no campo e na bancada. Portanto, o repórter deve ver bem e ouvir bem. Depois disso deverá saber traduzir o que viu e ouviu bem, confrontar os dados (aplicar o senso crítico) e redigir com base no que considerar mais importante. A questão “O que é mais importante, entre o que vi e ouvi, que permite a hierarquização dos dados e/ou noticias, deve estar sempre presente no acto da redacção da notícia.
E os jovens foram ao campo para dez minutos, assistir ao intervalo dos alunos da missão masculina. O resultado não podia ser outro: BOM, para quem tem o primeiro contacto. Essa juventude pode ser boa, se não herdem os maus vícios da velha-guarda.

Os jovens em formação
As diferentes formas de iniciação do Lead (parágrafo cabeceiro da notícia), Etíca e Deotologia Profissional, Direitos e dveres dos Jornalistas, Incompaptibilidades, entre outros temas, seguidos de exercícios práticos, em forma de oficina, foram transmitidos aos entusiástas jovens. Espero que haja mais formação e que, à semelhança de Zenilda Volola, Júlia Vigário, Faustino Hossi, Manuel Kitari, Adão Tiago, entre outros que são nomes sonantes, hoje, do jornalismo que se faz em Angola, estes jovens de Saurimo, atinjam o "sol".

Ao fim de três dias, um sentimento de dever cumprido e uma sensação de que os jovens têm muito potencial e estão motivados a fazer um jornalismo sério e diferente do que temos vindo a conhecer.

Oxalá que esse primeiro contacto com as "noções teóricas e práticas elementares de jornalismo" não seja a única formação.
 

quarta-feira, maio 01, 2013

RESPONABILIDADE CIVIL POR TEXTOS NÃO ASSINADOS EM SITE

A quem recai a responsabilidade material e civil por um texto/artigo divulgado num site público ou institucional, em que a matéria (artigo), não assinada pelo autor, belisque o campo do alheio?
Essa questão colocada a um jurista sénior da nossa praça (Luanda) surge a propósito de muitos textos de opinião, cujo conteúdo se dirige a pessoas (singulares ou colectivas), aparecerem em sites institucionais sem que os seus autores sejam identificados. Veja o que nos diz o jurisconsulto Nguvulo Makatuca: "não havendo assinatura, a responsabilidade seria da publicação. No caso, do órgão que haja publicado a matéria. Caberia a este órgão fazer a prova de que a responsabilidade seja de terceiro. Daí o facto de os órgãos deverem sempre identificar o autor da matéria, mesmo nos casos em que este opte por agir sob anonimato”.
O jurista prossegue ainda que, neste caso, estaríamos perante uma responsabilidade objectiva (independente de culpa) devido os benefícios obtidos pelo órgão com a publicação da matéria. Caso o autor estivesse identificado, haveria responsabilidade solidária de ambos.
A parte lesada pode, segundo NM, demandar qualquer um deles (em regra a parte com melhores condições para reparar o dano), podendo esta, a demandada, exercer o direito de regresso sobre a outra parte, caso prove que o dano tenha sido causado por culpa exclusiva da outra parte. A responsabilidade do meio que publica um texto de opinião que lese interesses de terceiros legalmente salvaguardados fica sempre difícil excluir, a menos que o tenha feito com a menção expressa de que não assumia qualquer responsabilidade sobre o conteúdo dos textos assinados.
 
Caro colega (jornalista), ilustre gestor de Site/media, fica então o conselho e preste atenção ao que é publicado sem assinatura. À partida, todo o texto não assinado é da estrita responsabilidade do órgão que o veicula, sendo demandado, no caso, o director/responsável pela publicação.