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domingo, janeiro 01, 2012

QUE FINS PERSEGUEM OS FUNDADORES E COMPRADORES DE JORNAIS?

Há dois séculos, Napoleão Bonaparte (imperador francês) dizia que "Dez jornais eram mais perigos do que um exército de cem mil homens". E, Napoleão disse-o e com razão. Uma razão que a moderna sociedade de informação apenas foi multiplicando aos milhares o poder dos jornais (in stritu sensus) e da media em geral.
A corrida desenfreada que se assiste em Angola na criação de jornais e, últimamente, a aquisição hostil (OPA) de jornais já existentes não terá outra motivação senão o poder.
- Poder no sentido de que quem controla a informação tem poder.
- Poder no sentido de através da mediatização se pode chegar ao Poder
- Poder porque toda a media feita única e exclusivamente para controlar, ascender e ou inverter o Poder é usada de forma atípica para: Adjectivar, Incitar, Persuadir, Criticar, Opinar e às vezes, Condenar (fora dos tribunais).

Numa rádio desportiva que narrava um jogo amistoso entre as seleção angolana de futebol e uma congénere, quando o objectivo do treinador era ensaiar as rotinas (disse-o antes da partida e no final) e ver que jogadores se adaptavam melhor aos esquemas tácticos em ensaio, o narrador disparava: "todo o mundo já viu e sabe, menos esse treiandor, que a equipa joga melhor com o fulano no ataque. Por que o substitui? Ele, e somente ele será o responsável por uma derrota da nossa selecção..." 

Vejamos alguns extratos de texto pretensamente noticioso mas que é, na verdade, opinativo (f8: de 10 Dez.2011, pg 41).
- "Deixem lá de truques! ... O empresariado nacional precisa de ser estimulado a fim de suportar a concorrência dos investidores estrangeiros, por incrível que pareça são mais protegidos dos endinheirados angolanos, pançudos de dólares!
- "Caloteiros! Abram cordões á bolsa..."

Acções como as que o "A Capital" conheceu durante o ano findo, como a substituição de textos já editados e paginados ou a sua simples subtração do produto final, não têm outra configuração que não seja a do Poder. No caso vertente, a acção se enquadra na "defesa do Poder" ou na procura da "conquista do Poder".

E sobre a media audiovisual também há muito que se lhe diga sobre a adjectivação, a supressão de notícias referentes a "agentes incómodos", a parcialidade na abordagem, a paixão, e outros pecados que a praxis da profissão jornalística repudiam.

Até no jornalismo especializado já vamos assistindo a tendência para reportar sobre a empresa do sicrano ou entre a equipa xis e ipsilon, deixando de fora a do beltrano (por razões nunca explicadas mas facilmente decifraveis).

É preciso que os jornalistas estejam comprometidos única e exclusivamente com averdade, abrindo-se excepções, obvias, para aqueles casos verídicos cuja veiculação pode atentar contra a estabilidade colectiva. De resto, deve imperar a verdade e nada mais do que a verdade!

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