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sexta-feira, setembro 02, 2011

O "GARIMPO" DA MEDIA ANGOLANA: REFLEXÃO

O JORNALISMO, no sentido restrito, e a comunicação, no sentido lato, são ciências sociais que se pautam pela exactidão.

Já é consabido que a retransmissão, de uma mesma informação, perde, ao longo do processo de emissão/ recepção, cerca de 20% do seu conteúdo. Daí que usar os termos certos, ou seja, ser conciso e preciso é mais do que uma necessidade que passa à obrigação do informante.

Esta abordagem surge em função de alguma desinformação que tem havido nos nossos medias (angolanos) quanto ao uso da palavra GARIMPO.

Já ouvi, em quase todos medias angolanos (impressos, broadcasting, digitais, etc.), notícias sobre pretensos garimpos de água, de luz (electricidade) e finalmente (RNA) um garimpo de terrenos ao Benfica.

Ora, vejamos o que diz o dicionário a cerca da palavra garimpo e acção de garimpar.

O garimpo é a forma mais rudimentar de mineração, pois são localizados em áreas remotas e não contam com apoio de qualquer empresa ou órgão público, sendo muitas vezes considerado ilegal.

Garimpos podem ainda ser definidos como: explorações manuais ou no máximo semi-mecanizadas de substâncias minerais valiosas, como ouro, diamantes, cassiterita, tantalita-columbita, quartzo, ametista, etc.etc.etc. (Amaral, 2010)

Esta exploração de minérios, geralmente valiosos, por meios mecânicos, pneumáticos, manuais e/ou animais, é muitas vezes feita sem nenhum planeamento e com a utilização de técnicas predatórias ao meio ambiente. A actividade do garimpo pode ser desenvolvida a céu aberto nos aluviões ou rochas mineralizadas aflorantes, ou ainda em galerias escavadas na rocha. Pode ser uma actividade altamente predatória ao meio ambiente se não for realizada com o devido cuidado ambiental.

Portanto, caro comunicador, evite dizer garimpo de água, garimpo de luz (energia), garimpo de terrenos, etc. garimpo é somente para minerais.