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domingo, dezembro 01, 2013

No fb também se aprende ou também aprende-se?

Uma amiga que fazia um elogio às minhas publicações no face Book exclamou:

"uau, gostei de saber que no facebook, além de rir e chorar, também aprende-se a escrever e a falar corectamente".

A minha amiga, que omito o nome, pediu-me na mesma mensagem que fizesse uma análise dos seus escritos.

Ei-los:
1-Considerei normal que não tenha escrito uau com U. Mas é ponto acente que o início de uma frase tem de ser com letra maiúscula.

2-Considerei uma gralha e não exactamente um erro a não duplicação da letra R em "correctamente" pois vc grafou bem uma outra palavra em que surgem 2R´s. A palavra "correcção".

3- Nas conjugações pronominais reflexas, sempre que o verbo é antecedido por uma palavra invaviável, o agente/pronome reflexivo passa para antes do verbo.

Logo, a grafia ideal seria: "Uau! Gostei de saber que no facebook, além de rir e chorar, também se aprende a escrever e a falar correctamente".

quarta-feira, novembro 20, 2013

FALTAR COM RESPEITO OU FALTAR AO RESPEITO?

A grande questão reside no uso da preposição, o que se chama de regência.
- De que preposição é regida (antecedida) a palavra "respeito", quando nos referimos à falta deste?
1- A preposição "Com" indica companhia. Ex- Estive com o João na reunião da escola.
2- A preposição "ao" é uma contracção da preposição A e artigo O. Exemplo: faltei ao encontro marcado com o professor de Geografia.
Indo de acordo à questãocolocada: "Faltar ao respeito ou faltar com respeito"?
- A resposta é "faltar ao respeito".
(Nunca faltei a si o respeito que lhe devo).
 

sexta-feira, novembro 01, 2013

CONFLITOS ENTRE ÁREA JORNALÍSTICA E COMERCIAL NUM MEDIA PRIVADO

 
AS NOTÍCIAS são, regra geral, o principal produto dum órgão de comunicação social convencional, sendo, por via da qualidade/quantidade e precisão com que são divulgadas que se aumenta o share (quota aparente de mercado) do referido órgão.

Essa quota mediática é que atrai ou não maior ou menor adesão dos anunciantes publicitários ou a compra de espaços no órgão.
Acontece, por outro lado, que as noticias não são, na verdadeira essência, vendáveis e , mesmo na media imprensa, as vendas dos jornais mal pagam a gráfica e muito menos os salários dos jornalistas e outros trabalhadores.
Apesar de as noticias serem o grande atrativo para a publicidade, é esta que suporta as despesas em salários, matéria-prima, equipamentos, etc., tratando-se de órgãos de comunicação social que vivam de rendimentos próprios.
Para além das questões de fórum legal (incompatibilidades prescritas no Estatuto do Jornalista e Lei de Imprensa), é aqui que surge o problema/choque de interesses entre os jornalistas e os zeladores de publicidade. Há antagonismos funcionais entre os dois Departamentos (Jornalismo e Publicidade) num órgão, devido ao conflito de interesses.
Os jornalistas estão comprometidos com a verdade e as noticias, independentemente de quem as produza(seja anunciante ou não).
Os zeladores de publicidade estão mais preocupados em manter os contratos com os anunciantes e de manter as boas relações com estes, evitando qualquer ruído na relação que possa beliscar o negócio.
O que acontece quando um grande anunciante é protagonista duma notícia a ele desfavorável e difundida pelo Departamento de Jornalismo?
1-      O anunciante queixa-se ao seu parceiro comercial, Departamento de Publicidade, atestando deselegância do órgão em não o ter protegido e ameaça retira a publicidade.
2-      O Departamento de publicidade atira-se contra o Departamento de Jornalismo alegando interferência negativa no negócio.
    
     3- A busca de equilíbrio entre a necessidade de manter o contrato com o cliente/anunciante e a satisfação da reclamação deste leva, algumas vezes a sacrificar o jornalista com processos disciplinares forjados e sua retirada temporária do espaço mediático.

EXPERIENCIA PESSOAL
 

Uma vez (terá sido em Julho de 2002), quando me encontrava diante duma agência do BFE (actual BFA), apareceram numa carrinha homens da EDEL e polícias com mandado para proceder ao corte de energia naquela agência, situada na Joaquim Capango, em Luanda.

Enquanto jornalista e editor da Comercial, entendi que se tratava de um caso quase insólito (os factos ganham relevo noticioso pelo insólito). O banco tinha anunciado dias antes a doação de meio milhão de dólares americanos para ajudar o processo de paz iniciado a 04 de Abril, um mês depois da morte de Savimbi.
Servindo-me do telefone, fiz uma peça que foi transmitida no noticiário principal (12h30).  Na peça, para além dos clientes do banco que estavam “passados” com a situação (note que na altura eram enormes as filas nos bancos), ainda foi ouvido o chefe daquele piquete e abordado o gerente que não quis prestar depoimentos.
O pior da história foi que o citado banco era anunciante na rádio e o seu PCA (actualmente num banco concorrente surgido anos depois) ligou ao chefe de produção (área comercial da rádio) ameaçando que retiraria a publicidade por não ter sido resguardada a imagem da sua instituição.
Eu que, jornalisticamente, tinha vivenciado o facto e observado o contraditório, ouvindo as partes e testemunhas, acabei sendo julgado pelo “meu chefe” como culpado da situação, e tratado como mentiroso. Um processo disciplinar foi-me instaurado e suspenso das minhas funções daquele dia até à conclusão do processo conduzido por alguém com habilitações literárias inferiores às minhas e sem conhecimento específico sobre a ciência jurídica.
Quinze dias depois, saiu o veredicto:
- Perde a condição de Editor
- Fica sem o subsidio de editor (que nunca tive antes do caso)
- Censura registada.
Esta crónica vem a propósito dum post do meu amigo Yuri Simão, no face book, sobre empresas gigantes com contas de água por saldar.
Há gigantes financeiros com muitas continhas por saldar. E pior é que não entendem ser direito do credor proceder ao corte do fornecimento.
Vezes há em que arranjam um bode expiatório para as suas distrações, como foi o caso.
 
 

quinta-feira, outubro 17, 2013

Quando usar esta/este, essa/esse e aquela/aquilo?

Este/esta = refere-se ao objecto que esteja próximo de quem fala (queres esta esferográfica para ti?);
 
Esse/essa = refere-se ao objecto que está mais próximo à pessoa para quem se fala (dá-me essa mala que está à tua direita);
 
Aquele/aquela = refere-se ao objecto que está distante de ambos, ou seja, distante de quem fala e da pessoa para quem se fala (aquele é o monumento dedicados aos heróis do 4 de Fevereiro).

Ó João, traz-me aquela cadeira, esse livro e coloca-os nesta mesa.

terça-feira, outubro 01, 2013

O ÁRBITRO MOSTROU 5 CARTOLINAS OU MOSTROU 5 VEZES A CARTOLINA?

Tornou-se comum ouvir-se em narrações desportivas, sobretudo de jogos de futebol, os nossos narradores afirmarem que o árbitro mostrou 5 cartolinas amarelas e duas vermelhas.

 Na verdade, o árbitro tem no bolso apenas uma cartolina amarela e uma vermelha. Essas cartolinas é que podem ser exibidas tantas vezes for necessário.

Logo, o árbitro nunca mostra cinco cartolinas amarelas durante um mesmo jogo. O que ele faz é mostrar 5 vezes a cartolina. O objecto “cartolina” é apenas um.
Diga sempre:
O arbitro mostrou por duas vezes a cartolina amarela ao jogador nº 9 da equipa “Havemos de Vencer” por isso, Manuel foi “tomar banho” mais cedo.



 
 

terça-feira, setembro 17, 2013

UM POUCO DE HISTÓRIA: QUANDO COMEÇARAM AS ACÇÕES SUBVERSIVAS CONTRA PORTUGAL?

Fonte: Agostinho Neto e a Libertação de Angola, Vol. V, Pg. 66-67
A DGS (PIDE), num relatório sobre “Reconciliação MPLA/FNLA”, em Dez 1972, diz que o MPLA realizou acções terroristas em Luanda a 4Fev 61 e a UPA a 15Mar 61.
O relatório diz ainda que em Abr 61, o MPLA, UPA, ALIANZO e MLEC reuniram em Kinshasa para criar uma Frente Única que não se efectivou porque a UPA que gozava de grande influência nos países anti-colonialistas pretendeu a integração de outros movimentos. Antes, segue o relatório da PIDE, em Jan 60, no espírito da conferencia de Bandung (1955) e Accra (1958), o MPLA representado em Leopoldoville (Kinshasa) por Mário Pinto lemos de Andrade, propôs á UPA a criação de uma Frente Única participada pelos dois movimentos. Holdem Roberto rejeitou.
Em Mar 62, continuamos a citar  documento, UPA e PDA fundem-se em FNLA e criam em Abr 62 o GRAE (Governo Revolucionário de Angola no Exílio). Em Mai 62 Cleophas Kamitatu, ministro do interior da RDC (assim já se chamava o ex-Zaire) tentou uma unificação entre MPLA e FNLA recusada pela FNLA. Nova tentativa dá-se em JUn 62 por Kwame krumah, sem sucesso. Em Jan 63, uma comissão de bons ofícios da OUA reconheceu a FNLA como movimento representantivo da luta do povo angolano, sendo o MPLA considerado apenas um Movimento político por não possuir, à data, combatentes no interior. Desta data em diante, é à FNLA que passa a aniquilar os guerrilheiros do MPLA nos Dembos onde Ferraz Bomboko se mantinha fiel ao Movimento (op cit. 67).
Em Mai 63, a OUA reconhece o GRAE e este começa a perseguição ao MPLA na RDC. Em Jun 63, Viriat Cruz insatisfeito com a conferencia nacional do seu MPLA que dera a presidência a Agostinho Neto tenta um golpe para chegar à liderança. Fracassado o golpe, V.Cruz e partidários integram-se na FNLA como “MPLA ala V. Cruz”. Em Jul 63, Agostinho Neto expulsa do MPLA V.Cruz e seus apoiantes e cria, em Brazaville, a FDLA, integrada pelo MPLA, MNA, GWIZAKO e UNTA. Finalmente, a 13 Dez 72 é assinado um acordo de unificação dos esforços de guerra entre MPLA/FNLA (op cit. 77), criando o CSLA (Conselho Superior de Libertação de Angola, liderado por H.Roberto, e um órgão militar, CMU - Comando Militar Unificado, liderado por neto.
Se ler o livro que cito no topo em que estão todos os relatórios da DGS sobre os esforços e desinteligências entre os Movimentos de libertação de Angola, você saberá porque razão o CSLA não vincou.

quarta-feira, setembro 04, 2013

QUANDO ACONTECE A SEPARAÇÃO DA FUNÇÃO DO NOME?

O nome só fica entre vírgulas quando apenas uma pessoa pode ocupar o cargo mencionado:

 O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, foi a Espanha.

 O Primeiro-Ministro, José Sócrates, correu a maratona de Lisboa.

O Ministro da Economia, Abraão Gourgel, anunciou novas medidas económicas.

O deputado Abel Chivukuvuku (deputado é uma função plural).

 O vereador José Caetano.

 O juiz António Felício

 O médico João Alberto

 O advogado Francisco António

 O ex-Presidente Joaquim Chissano (ex-presidente podem ser vários)

 O ex-primeiro-ministro angolano França Van-Dúnem é deputado.

 
Luciano Canhanga com Rui Ramos (captado do fb).

quinta-feira, agosto 15, 2013

O PAPEL DA AUTORIDADE TRADICIONAL NO PERÍODO COLONIAL

Nos anos 50 e 60 do séc. XX, oficialmente já sem a escravatura, abolida no séc. XIX, quando Portugal decidiu investir nas rodovias para consolidar o domínio efectivo do território que lhe havia sido reconhecido/entregue pelas potencias, reunidas em conferencia em Berlim (Dez 1894-Jan 1895), o recurso ao trabalho sob a forma de contrato precário, onde as pessoas eram recrutadas pelo soba da aldeia, forçado a levar os seus aldeões jovens (homens e mulheres) ao posto administrativo, sob pena de apanhar palmatoadas e outros castigos corporais, foi o caminho encontrado pelo colonizador.
Antes, para que o soba tivesse mão de obra na aldeia, as aldeolas familiares foram aglutinadas à força, sendo nelas instalados alguns equipamentos sociais (atractivos) como capela católica, fontanário e cantina comercial, a primeira e última, excelentes elementos de penetração colonial e subjugação dos povos autóctones.
Depois de seis ou mais meses de trabalhos forçados e mal remunerados, eram descontados os vales ( fiados), o imposto indígena e o que restava chegava apenas para comprar um pano para a mulher ou a mãe ou um cobertor.
Como encaixar hoje o direito positivo e o consuetudinário (costume) exercido pelas autoridades tradicionais  na norma que (deve) rege(r) o país?
 

O soba, naquele tempo, servia apenas como mobilizador de mão de obra barata das aldeias, não lhe sendo reconhecido qualquer valor ou autoridade (paritária ou auxiliar) junto da administração colonial. Os ditos contratados, mal alimentados e sempre tratados como  objectos, nunca se podiam queixar do sol que lhes assava o dorso, tão pouco da chuva, da nudez ou do peixe e fuba podres que lhes eram dados como mantimentos ou mesmo reclamar dos mau tratos dos cacapatazes  e cipaios (agentes africanos ao serviço da administração colonial) e dos colonos brancos investidos de poder até para massacrar autóctones.
Assim se fez o desenvolvimento da colónia: trabalho forçado, não remunerado, suor e sangue.
 
 

quinta-feira, agosto 01, 2013

"EU SÓ HOMEM" OU "EU SOU HOMEM"?

- “Eu só uma pessoa muito amorosa”, disse-me certa vez uma jovem bem aparentada, quando teclava comigo no face book”.
- “A minha mulher disse-me que sou o seu preferido”.
- “Só te levo para a escola se me deres antes um beijo, disse o Manuel Katala-Hari que só tem um carro”.

: é sinónimo de apenas; unicamente.
Exemplo: Só escrevo estas coisas porque quero ajudar a miudagem

Sou: é forma conjugada do verbo ser, modo indicativo, tempo presente.
Exemplo: Eu sou um aprendiz de professor.

Logo, a primeira frase, “Eu uma pessoa muito amorosa”, está errada.

quarta-feira, julho 17, 2013

Seje/esteje/veje: está correcto?


O imperativo dos verbos Ser, estar e ver na (forma de tratamento “você”) 3ª pessoa do singular é: seja, esteja e veja.
Logo, é errado dizer/escrever “Seje/esteje/veje”.
- Veja bem, esteja atento a essas situações e seja um bom falante da língua portuguesa.