Aqui deposito algumas reflexões fruto de Vivências e Pesquisas.
Pequenos CONTRIBUTOS para um conhecimento que se constrói com outras contribuições.
Discorde e contribua.
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quinta-feira, setembro 27, 2012
“Só a solicitar” ou “sou a solicitar”?
- Só é sinónimo de apenas, unicamente.
- Sou é a forma conjugada do verbo ser, no presente do indicativo.
O correcto é escrever “Sou a solicitar” em vez de “só” que é sinónimo de “apenas”.
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Soberano Kanyanga
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11:23 da manhã
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segunda-feira, setembro 03, 2012
O PAPEL DOS JORNALISTAS NA CAMPANHA ELEITORAL
Um rescaldo do que foi 2012
"Os partidos políticos têm direito a um tratamento imparcial da imprensa pública", Constituição da República de Angola, artigo 17.
Escrevi a 31 de Julho, data do início da Campanha eleitoral
em Angola, uma peça intitulada “O papel dos jornalistas na campanha eleitoral”
que foi sabiamente recuperada pelo jornal “Nova Gazzeta”. Na mesma, fazia uma antevisão do que me estava a parecer a partida antecipada de alguns concorrentes, e o campo inclinado em que se estava a desenvolver o jogo no que diz respeito à media pública.
Decorridos os 30 dias de campanha eleitoral, com
euforia entre políticos e jornalistas. A media pública e a privada
detida por grupos ligados ao poder não souberam posicionar-se ante o seu papel
de guardiães da democracia e de
informadores isentos e apartidários, inclinando o campo a favor e desfavor de Candidatos.
São elucidativos os reparos dos observadores da SADC e da União Africana (liderada por Pedro Pires, ex- Presidente de Cabo Verde) que afirmaram "ter havido parcialidade da media pública durante a campanha eleitoral".
São por demais
conhecidos os títulos do Jornal de Angola sobre o apelidado “Candidato do povo”,
os artigos que destratavam a oposição, sobretudo a UNITA; o tratamento
cirúrgico que as Televisões foram fazendo aos discursos dos líderes da
oposição, difundindo apenas aquilo que nada tinha a ver com o apelo ao voto ou
que beneficiasse o partido concorrente; os tempos ilimitados dados à campanha
do partido governante; a exibição de programas informativos que se assemelhavam
ao tempo de antena do partido no poder, dando a sensação de que havia nas
televisões 5 minutos de tempo de antena para 8 candidatos e toda a grelha para um;
etc.
As rádios não fugiram à regra, tomando partido deste ou
daquele. A Rádio Despertar que devia cumprir o postulado da lei embarcou na
onda do grupo RNA e foram pouquíssimos os momentos em que esta ou aquela emissora
não beneficiou um candidato, sendo o do partido governante o mais beneficiado,
dada a rede de emissores da Rádio Pública.
Nem mesmo as revistas de especialidade, desportiva e ou cultural,
souberam posicionar-se de forma isenta, pois algumas sabendo que sairiam ao
público no mês da campanha eleitoral ressaltaram feitos de determinado(s)
concorrente(s), o que atenta com o artigo 74 da LOEG.
Vejamos que diz a
Constituição e a LOEG, elementos que me servem de argumentos:
1- A Constituição de Angola, no seu artigo 17,
ponto 4 reza: “os partidos políticos têm direito a igualdade de tratamento por
parte das entidades que exercem o poder público, direito a um tratamento imparcial
da imprensa pública e direito de oposição democrática, nos termos da Constituição
e da lei”.
2- A LOEG (Lei orgânica sobre as eleições
gerais) diz no seu artigo 64 que “As entidades públicas e as pessoas colectivas
privadas devem prestar aos candidatos igual tratamento, por forma a que estes efectuem
livremente e nas melhores condições a sua campanha eleitoral”.
3- Ainda a LOEG no seu artigo 65 reza: pontos 2- “Os órgãos da comunicação
social públicos e privados e seus
agentes devem agir com rigor, profissionalismo e isenção em relação aos actos
das campanhas eleitorais”. Ponto 3- “Durante o período da campanha eleitoral,
os órgãos de comunicação social e seus agentes são responsabilizados pelo
incumprimento do disposto no número anterior, bem como das demais questões a si
relacionadas contidas na presente lei e outra legislação sobre o exercício da
actividade jornalística vigente.
4- No artigo 73 a LOEG diz no seu ponto 8 que “É
proibida às rádios, às televisões e à imprensa escrita, a difusão de matérias
com carácter propagandístico e eleitoral de qualquer partido político, coligação
de partidos políticos ou candidato concorrente, fora do previsto no nº 1 do
presente artigo” (tempo de antena). O ponto 9 do artigo que venho citando diz” É
igualmente proibido a qualquer órgão de comunicação social posicionar-se a
favor de qualquer partido, coligação de partidos ou candidatos concorrentes,
nas matérias que publicar.
5- No artigo 74 da LOEG pode-se ler que “As
publicações periódicas, informativas, públicas e privadas devem assegurar
igualdade de tratamento aos diversos concorrentes”.
PARA 2017 DESEJO QUE:
Atendendo ao que foi dito nos comícios e showmícios e quilo que nos foi dado a ver/ler/ouvir pela media, sou a apelar que para o pleito de 2017 os políticos
não rocem a fronteira do insulto nem emitam mensagens provocatórias que
possam ressuscitar fantasmas do passado, criar ódio e aumentar o clima de desconfiança reinantes,
pois os cidadão menos informados ainda acham que “eleições podem dar em confrontação”. É preciso
que os políticos sejam cada vez mais maduros nos seus discursos e dissipem, daqui em diante,
este clima de desconfiança quase generalizada.
Quanto aos medias e jornalistas apelo que exerçam o seu ofício na base da proporcionalidade no
tratamento dos candidatos e racionalidade na avaliação do que deve ser levado ao
Grande Público e o que deve ficar apenas para aqueles que presenciaram um acto
político.
É que por mais que os políticos
descarrilem nas suas incontinências verbais, se os Jornalístas forem sábios (não
no sentido da "cirurgia" da censura), sabendo valorizar o bom que os políticos
disserem nas suas promessas e ignorarem, nas suas transmissões, as mensagens que
podem ser atentatórias à harmonia e paz social, teremos, sem dúvidas, em 2017, uma das
melhores campanhas políticas e um sentimento geral de que
ELEIÇÕES SÃO FESTA E NÃO CONFUSÃO.
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Soberano Kanyanga
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1:00 da manhã
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sábado, setembro 01, 2012
EM QUE SITUAÇÃO UTILIZAR ADERÊNCIA E ADESÃO?
Oiço, até jornalistas, a usarem de forma indistinta e confusa os termos aderência e adesão, como se fossem sinónimos perfeitos para todas as situações comunicacionais.
O Prontuário da Língua Portuguesa, Porto Editora, é claro em definir as situações em que cada umas das expressões deve ser usada.
Olhemos antes para as definições:• Aderência = É uma característica física dos objectos, que permite aderirem, colarem-se entre si. Ex. - Estes pneus têm muita aderência à estrada.
• Adesão = indica o resultado da vontade das pessoas de se associarem ou ligarem a ideias, causas, doutrinas, instituições, partidos, eventos, etc.
- Ex. Houve uma grande adesão ao novo partido.
Então, houve pouca aderência do público ao jogo ou pouca adesão?
- Houve pouca adesão. Porque o contrário significaria que o público se tinha "colado" pouco ao jogo...
- Houve pouca adesão. Porque o contrário significaria que o público se tinha "colado" pouco ao jogo...
A expressão correcta, neste caso é: Houve pouca adesão ao jogo.
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Soberano Kanyanga
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3:10 da tarde
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Rubrica ou “Rúbrica”?
Rubrica ou “Rúbrica”?
O verbo é: rubricar
Vamos ao conceito da palavra: Rubrica é um
substantivo feminino que quer dizer assinatura abreviada. A palavra pode também designar um artigo de orçamento
(enquadrar uma despesa em determinada rubrica). Em termos de comunicação,
designa ainda um subtema de programa (Rádio ou TV) ou tema curto (permanente)
num media imprenso.
As letras vermelhas, colocada no texto do breviário ou do missal, para
orientar a maneira de dizer ou celebrar o ofício também se chama rubrica.
Portanto, quer se trate de um
nome (substantivo comum), quer se trate da forma conjugada do verbo rubricar, a
palavra correcta é rubrica, sem qualquer acentuação.
Trata-se de uma palavra grave e por isso devemos pronunciar “rubrica” e não “rúbrica” (que não existe).
Trata-se de uma palavra grave e por isso devemos pronunciar “rubrica” e não “rúbrica” (que não existe).
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Soberano Kanyanga
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8:14 da manhã
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domingo, agosto 19, 2012
CARTAR OU ACARRETAR ÁGUA?
“Possas! Hoje fui ao chafariz e, mal cheguei, a água foi. Nem consegui só cartar água”.
Uma pergunta: a água vai ou deixa de jorrar na torneira?
- Deixa de jorrar.
Mas, vamos à questão. Cartar ou acarretar?
Acarretar é um verbo transitivo regular que significa: transportar em carreta, conduzir, levar,
causar, ocasionar, provocar (a violência acarreta mais violência), etc.
Diga sempre: a água deixou de jorrar e por isso não pude acarretar.
Uma pergunta: a água vai ou deixa de jorrar na torneira?
- Deixa de jorrar.
Mas, vamos à questão. Cartar ou acarretar?
Acarretar é um verbo transitivo regular que significa: transportar em carreta, conduzir, levar,
causar, ocasionar, provocar (a violência acarreta mais violência), etc.
Acarreta-se água, lenhas, pedrinhas, etc.
“Cartar água” não existe em "bom português".
Diga sempre: a água deixou de jorrar e por isso não pude acarretar.
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Soberano Kanyanga
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1:42 da tarde
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sexta-feira, agosto 10, 2012
Que diferença há entre: MAIS, MAS e MÁS?
Há muito interajo com pessoas no hi 5, face book e outros locais sociais e noto que a juventude (rapazes e raparigas) estão ávidos de informação e trocam muita informação escrita.
O que me tem vindo a preocupar, sobretudo, enquanto docente de língua portuguesa, é a forma incorrecta como se usa o instrumento de comunicação (a língua).
Há um desconhecimento muito grande dass normas básicas que, às vezes, ponho em dúvida os meus próprios conhecimentos. "Será que eu é que estou errado"?
Há um desconhecimento muito grande dass normas básicas que, às vezes, ponho em dúvida os meus próprios conhecimentos. "Será que eu é que estou errado"?
Usando a linguagem "terra-a-terra", aqui ficam umas "dicas" para as minhas amigas que têm dificuldades e usam as 3 palavras supracitadas de forma incorrecta.
- MAIS: é advérbio de quantidade, contrário de menos. É também particula aditiva (soma). Serve para indicar a quantidade e/ou acrescentar algo.
Exemplo: há MAIS água no tanque do que havia ontem.
- MAS: é particula/conjunção adversativa. Serve para indicar uma relação de oposição ou de contraste "contrariar".
Exemplo: A avestruz tem asas MAS não voa.
- MÁS: É adjectivo qualificativo. Serve para qualificar o estado de uma coisa ou pessoa.
Exemplo: A Joana e a Maria batem nos filhos. Elas são MÁS mães.
Exemplo: há MAIS água no tanque do que havia ontem.
- MAS: é particula/conjunção adversativa. Serve para indicar uma relação de oposição ou de contraste "contrariar".
Exemplo: A avestruz tem asas MAS não voa.
- MÁS: É adjectivo qualificativo. Serve para qualificar o estado de uma coisa ou pessoa.
Exemplo: A Joana e a Maria batem nos filhos. Elas são MÁS mães.
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8:57 da manhã
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domingo, julho 01, 2012
O peso da notícia e do anúncio num jornal impresso
Quando, num curso de jornalismo, na Universidade Católica de Lisboa, uma palestrante me falou sobre o que é hoje a tendência mundial, em que o peso da publicidade se sobrepõe ao das notícias num titulo, ainda fiquei a pensar que fosse mentira ou que aquela fosse apenas uma tendência do mercado mediático europeu. Ledo engano!
Assim pensei porque não era ainda a nossa realidade há sete
anos. A necessidade dos jornais, até os públicos, se
autossustentarem financeiramente leva-os a optarem, cada vez mais, pelo
angariamento de publicidade, mesmo não aumentando as páginas da publicação,
ficando com, cada vez, menos espaço para as notícias.
Pior ainda num país como o nosso onde os níveis de literacia
e hábitos de leitura cotam-se aos dedos de uma mão. Nenhum jornal vende toda a
sua tiragem e os armazéns abarrotam-se de sobras. A solução é mesmo apostar na
publicidade, pois é esta que paga os encargos salariais, os custos dos
equipamentos, com a gráfica, etc. Daí que ao invés de a atenção estar virada no
aumento da quantidade de informação noticiosa, os jornais viram-se cada vez
mais aos anúncios publicitários e publi-reportagens, por serem geradores imediatos de recursos financeios.
Hoje, a notícia num jornal é definida como “conjunto de
textos que preenchem espaços sem publicidade” quando em tempos era exactamente
o contrário. As pessoas compravam jornais para ler notícias e não para ver
anúncios.
E, com o surgimento de jornais gratuitos, que por sua vez
acolhem publicidade a baixo custo, não espanta que venhamos a ter, um dia,
publicações periódicas contendo apenas anúncios publicitários e de utilidade
pública.
Há ainda a ter em conta o facto de os jornais, mesmo os diários e vespertinos, raras vezes trazerem notícias frescas por serem sempre ultrapassados pelas redes sociais, agências, rádio e televisão, onde embora o poder de retenção seja efémero, a informação chega mais cedo ao destinatário do que num jornal convencional.
Os jornais, devido à sua característica documental,
são, entretanto, excelentes veículos para grandes reportagens, que deve ser o seu forte, e anúncios de
toda a índole.
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Soberano Kanyanga
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2:52 da tarde
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sexta-feira, junho 01, 2012
"LÍNGUA NGOYA": CARTA FORA DO BARALHO?
Um mapeamento de línguas do K-Sul acontece nestes dias na próvincia. Especialistas trabalham hoje no Libolo, depois de terem estado na Gabela.
Soube de fonte fidedigna que uma especialista americana acompanha especialistas do Instituto Nacional de línguas que delimitam as variantes faladas no Kwanza Sul para determinar o seu "parentesco".
Sabe-se que, sendo o Kwanza-Sul uma zona de transição etno-lnguística, existem várias variantes (também conhecidos como dialectos), sendo umas da familia ambundu e outras ovimbundu.
- Quem, a final de contas, no Kwanza-Sul, fala Kimbundu e quem fala Umbundu (tendo em conta a proximidade linguística)?
Segundo a fonte (bem identificada) daqui a mais dias ou meses teremos a questão dos parentescos clarificada.
Fora de questão fica também, em definitivo, a falsa questão da língua ngoya que nunca existiu no Kwanza-Sul.
Obs: Sobre a suposta "língua Ngoya" já muito reflecti neste blog.
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Soberano Kanyanga
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11:04 da manhã
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terça-feira, maio 22, 2012
Anotações ao Jornalismo angolano
O que há
e o que falta no interior
Nota Prévia:
Metajornalismo: é a tendência do jornalismo que visa analisar o desempenho, de forma crítica, da media, apontando o que, no interesse do público, seria de destacar/realçar como também as proprias valências /carências dos jornalistas.
1- Ausência de Profundidade e ousadia no trabalho jornalístico
É uma das pragas que assolam pela negativa o nosso jornalismo. Embora se defina o jornalismo como “Literatura com pressa”, esta actividade não deve ser exercida de forma tão apressada ao ponto de matar os acontecimentos.
2- Uso/domínio da língua de trabalho (portuguesa)
Alguns
jornalistas denotam conhecimentos bastante precários da língua com que
trabalham. Muitos não dominam as mais elementares regras gramaticais como a
concordância e a regência verbal. Desconhecem as formas de tratamento e de
reverência, confundindo ou misturando os pronomes tu e você (2ª e 3ª pessoas)
ou ainda confundindo excelentíssima com o reverendíssima. Outros, mesmo trabalhando em rádio, que requer elevada capacidade de improvisação, nem possuem no seu léxico habitual um universo de mil palavras. Isso faz deles redundates por demasia, sem uma pauta mental de sinónimos nem antónimos.
3- Domínio das técnicas de redacção
Jornalística
Salvo contáveis excepções, o texto não passa de um punhado de adjectivos e adjectivos. São frases desencontradas, incoerentes, redundantes, confusas/sentido. Apenas agradáveis ao ouvido (na forma de discurso oral) mas sem conteúdo que se retenha. É como “comprar sem nada levar para casa”.
4- Recolha de informação e cruzamento de
fontes
Nota Prévia:
Metajornalismo: é a tendência do jornalismo que visa analisar o desempenho, de forma crítica, da media, apontando o que, no interesse do público, seria de destacar/realçar como também as proprias valências /carências dos jornalistas.
Portanto, estes "apanhados" não visam apontar o dedo a este ou àquele jornalista, a este ou àquele media concreto. É somente a ideia geral do que se passa no interior de Angola, alí onde há vontade, cumpre-se com o mínimo, mas faltam ferramentas técnicas que propiciariam um desempenho ainda melhor. Pretende o autor desta prosa, com essa sua visão crítica, despertar os jornalistas e responsáveis dos Órgãos de Comunicação Social para a necessidade de uma formação e auto-superação constantes.
1- Ausência de Profundidade e ousadia no trabalho jornalístico
É uma das pragas que assolam pela negativa o nosso jornalismo. Embora se defina o jornalismo como “Literatura com pressa”, esta actividade não deve ser exercida de forma tão apressada ao ponto de matar os acontecimentos.
Depois de um facto, os destinatários da informação querem sempre saber o
que vem depois. É como num jogo; onde depois da finta o espectador quer saber
qual será o passo seguinte. Os jornalistas têm ignorado este aspecto, não nos dando o antes e o depois.
Segundo a teoria social, é a enumeração de factos que faz os fenómenos.
No jornalismo, é o seguimento detalhado de um assunto que faz Um Caso
ou uma grande reportagem. Daí que uma boa reportagem deve ter sequência e profundidade.
O imediatismo ou o laxismo mutila o exercício do jornalismo sério,
responsável e comprometido com a sociedade que reclama, cada vez mais, por um
jornalismo virado ao cidadão. Por outro lado, é preciso que o jornalista tenha
a ousadia de ir buscar outros elementos para além do óbvio. A isso se chama
jornalismo de profundidade ou de investigação. É preciso seguir todos os
desenvolvimentos e conexões possíveis de um caso e chegar ao fim da estória.
Alguns
jornalistas denotam conhecimentos bastante precários da língua com que
trabalham. Muitos não dominam as mais elementares regras gramaticais como a
concordância e a regência verbal. Desconhecem as formas de tratamento e de
reverência, confundindo ou misturando os pronomes tu e você (2ª e 3ª pessoas)
ou ainda confundindo excelentíssima com o reverendíssima. Outros, mesmo trabalhando em rádio, que requer elevada capacidade de improvisação, nem possuem no seu léxico habitual um universo de mil palavras. Isso faz deles redundates por demasia, sem uma pauta mental de sinónimos nem antónimos.Salvo contáveis excepções, o texto não passa de um punhado de adjectivos e adjectivos. São frases desencontradas, incoerentes, redundantes, confusas/sentido. Apenas agradáveis ao ouvido (na forma de discurso oral) mas sem conteúdo que se retenha. É como “comprar sem nada levar para casa”.
Uma boa
notícia não reside na maneira como o facto é protagonizado ou na natureza dos seus
protagonistas. A "boa notícia" reside na boa recolha, cruzamento e tratamento da
informação. Os jornalistas limitam-se a anunciar o óbvio. Limitam-se a ligar o
microfone e reproduzir “ipis verbis”
o discurso da fonte primária, esquecendo-se que o assunto pode ser vivificado
com outros elementos. Numa reportagem, por exemplo, sobre a inauguração de uma
escola, o jornalista esquece-se de fazer o antes da escola, a inauguração e a
pós-inauguração. Esquece-se de ler e interpretar o mundo que circunda o
acontecimento, o que acaba por limitar a informação veiculada. Numa reclamação
de trabalhadores sobre salários, os jornalistas limitam-se a ouvir os
queixosos, não dando voz ao empregador visado nem as entidades reguladora e
sindical. Outros limitam-se por exemplo a recolher os custos da escola e nunca os beneficios/beneficiários...
5- Exercício da profissão e necessidade de formação
Os níveis de conhecimento, quer técnico quer geral são deficientes. Não há escolas especializadas no interior , nem frequência constante de cursos de superação. Não existem “cafés de ideias” nem outros instrumentos informais que permitam a troca e/ou passagem de experiências entre os jornalistas. As valências internas (os santos de casa) nunca são exploradas.
Os níveis de conhecimento, quer técnico quer geral são deficientes. Não há escolas especializadas no interior , nem frequência constante de cursos de superação. Não existem “cafés de ideias” nem outros instrumentos informais que permitam a troca e/ou passagem de experiências entre os jornalistas. As valências internas (os santos de casa) nunca são exploradas.
Os jornalistas de
referências da praça são “tarimbeiros” que aprenderam a exercitar o ofício (na
oficina) vendo os seus mestres a fazer. Poucos possuem fundamentos teóricos e pouquíssimos ainda exercitam “estudos de casos”, como acontece nas universidades e escolas
especializadas. Embora alguns se afirmem como os grandes “papões” muitos estão
desprovidos de conhecimentos adequados e sólidos sobre o jornalismo moderno, quando comparados com a "praça luandense". Torna-se necessária uma formação contínua dos escribas para melhorar o desempenho
técnico-profissional dos jornalistas.
terça-feira, abril 03, 2012
O papel dos media: como estar nos e com os media estando longe?
2ª edição da Conferência sobre "Marketing e Best Pratices de Vendas”
Data: 28 de Março de 2012, Hotel de Convenções Talatona, Sala Mayombe
Organizador: IIR-Angola
Tema: Qual o papel e contributo do s media: como estar nos media estando longe?
Orador: Dr. Luciano Canhanga
Notas Introdutórias
E é falando em comunicação que é para este fórum trazidos os veículos de difusão da informação, ou seja, os media nas suas distintas formas ou categorias (imprensa, audiovisual, outdoors, virtual, etc.).
Imagine agora que a sua empresa ou organização seja produtora de bens e serviços destinados exclusivamente ao mercado externo e que esteja situada longe da cidade e isolada do grande público…
Comecemos por considerar que:
Localização e Relação de proximidade com os media (O Caso Catoca)
- Mil km de Luanda e 35 km de Saurimo a cidade mais próxima.
Estando próximo: a relação com os media nem sempre é o que as instituições desejam devido a interesses nem sempre convergentes.
•Institucionalmente obedece-se a uma hierarquia, enquanto as amizades pessoais evitam a este quesito.
"Alimentar os pombos": Por mais fechadas que sejam as nossas instituições, há necessidade de passar aos nossos amigos dos media algumas informações institucionais ou fait divers para manter os canais abertos e uma certa proximidade.
"Abrir Clareiras no Escuro": A melhor forma de esconder é mostrar um pouco do muito que está oculto para evitar especulações.
Convívio com Jornalistas: São mecanismos (informais) que permitem aos media/jornalistas conhecer as nossas organizações, factor bastante relevante para uma relação de proximidade e para a veiculação futura ou presente de informações assertivas e correctas.
Press Release/Pedidos de Cobertura: Press release e pedidos de cobertura são meios que permitem as organizações levar aos media as suas realizações ou convidá-los para testemunharem realizações.
Facilitação de entrevistas e visitas às instalações: Aumentam empatia da media/jornalistas em relação a nossa organização.
Medias Virtuais: Devido ao seu poder e alcance, tornaram-se grandes aliados dos fazedores de Imagem/opinião e destrutores de Imagem/opinião.
Web Site Corporativo: É importante actualizar as páginas institucionais, mas também é de todo útil que se avisem os jornalistas sobre a colocação de assuntos importantes, como relatórios gerenciais e outras grandes realizações das organizações, de modo a criar nos jornalistas o hábito pela frequência das páginas oficiais das organizações.
Conclusão: Pelo seu papel mediador entre os actores, os media são parceiros importantes na efectivação do marketing, quer comercial, quer apenas institucional.
Data: 28 de Março de 2012, Hotel de Convenções Talatona, Sala Mayombe
Organizador: IIR-Angola
Tema: Qual o papel e contributo do s media: como estar nos media estando longe?
Orador: Dr. Luciano Canhanga
Notas Introdutórias
Não há acções de marketing, seja ela virada às vendas, a promoção da imagem institucional outra, que não tenha como foco as pessoas enquanto destinatárias da nossa comunicação.
E é falando em comunicação que é para este fórum trazidos os veículos de difusão da informação, ou seja, os media nas suas distintas formas ou categorias (imprensa, audiovisual, outdoors, virtual, etc.).
Imagine agora que a sua empresa ou organização seja produtora de bens e serviços destinados exclusivamente ao mercado externo e que esteja situada longe da cidade e isolada do grande público…
Comecemos por considerar que:
- BRANDING é o conjunto de acções ligadas à gestão de marcas ou processo de gestão de marcas.
-Todos gerimos uma marca, a começar pelo nosso eu, nossa casa, nossa empresa, etc.
- Não adianta comunicar bem no veículo errado. É preciso estudar o público-alvo da comunicação/campanha, o veículo a utilizar, seus leitores/telespectadores/ouvintes, a audiência, etc. É preciso ter a ideia de quantos destinatários prováveis se vai atingir ao fazer uma campanha num veículo/programa.
- Preocupe-se também com o endomarketing, pensando sempre que os seus colegas são os mais fieis difusores da marca da sua empresa e ou produto. Mas é preciso que estejam motivados.
Localização e Relação de proximidade com os media (O Caso Catoca)
Falo-vos de uma empresa (CATOCA) que, pelas características do seu produto, do mercado em que é comercializado e legislação ainda em vigor, não desenvolve marketing comercial mas sim marketing Institucional ou seja, que apenas trabalha a identidade, forma e consolida imagem, forja a reputação e reconhecimento público da Empresa no mercado.
- Mil km de Luanda e 35 km de Saurimo a cidade mais próxima.
- Apenas ANGOP, RNA e Edições Novembro têm representações na região.
- Emissões da TPA, J.A. e ANGOP estão centralizadas em Luanda.
- Sistema privativo de utilidade pública (concessão) com acessos restritos a não convidados.
Estando próximo: a relação com os media nem sempre é o que as instituições desejam devido a interesses nem sempre convergentes.
Estando distante: a tarefa de estar próximo dos e nos media fica mais dificultada devido ao factores físicos e Geográficos, sociais, etc.
Papel dos media
Media: ponto intermédio entre os extremos (governo-governados; servidores-servidos; emissores-receptores; Prestadores de bens e serviços-clientes/utilizadores, etc.).
Pela sua vocação comunicacional é pelos Media que passa a informação dos fornecedores de bens e serviços aos clientes e utentes. São os Canais por onde passa a informação.
Relacionamento com os media
• Para quem trabalha em Comunicação Institucional e Relações Públicas, como é o nosso caso, o contacto pessoal com os jornalistas dos diferentes meios que actuam no espaço mediático é importante: muitas vezes um telefonema informal resolve um problema que a burocracia institucional (hierarquias) não resolveria em tempo record.
•Institucionalmente obedece-se a uma hierarquia, enquanto as amizades pessoais evitam a este quesito.
Ferramentas que facilitam relacionamento
Mail List: Permite encaminhar a mesma msg a muitos receptores/jornalistas em simultâneo. O melhor é fazer cópias ocultas para que cada destinatário receba como se fosse o único.
– Mensagens públicas são muitas vezes ignoradas!
É bom escrever de acordo ao estilo redactorial da casa que recebe a msg. Há jornalistas que não gostam de trabalhar textos com ausência de elementos informativos ou muito trabalhosos.
Phone List: É importante para mandar SM´S simultâneos ou ligações individuais aos receptores da msg enviada por e-mail (para confirmar e-mail anterior).
• Há jornalistas que ainda não têm o hábito de ter o e-mail permanentemente aberto.
• Para além da falível memória electrónica é bom sempre redundar os contactos ou ter uma cábula em papel para recurso em casos extremos.
"Alimentar os pombos": Por mais fechadas que sejam as nossas instituições, há necessidade de passar aos nossos amigos dos media algumas informações institucionais ou fait divers para manter os canais abertos e uma certa proximidade.
Caso contrário, ter-nos-ão como “amigos ingratos” que só os contactamos quando estamos necessitados.
"Abrir Clareiras no Escuro": A melhor forma de esconder é mostrar um pouco do muito que está oculto para evitar especulações.
"É a casa com muros altos que mais desperta a curiosidade”
Mostre apenas o necessário, ainda que para entreter. Mas, cuidado com os furos...
Convívio com Jornalistas: São mecanismos (informais) que permitem aos media/jornalistas conhecer as nossas organizações, factor bastante relevante para uma relação de proximidade e para a veiculação futura ou presente de informações assertivas e correctas.
- Promover cafés de ideias e eventos similares ajuda no fortalecimento da reputação da Instituição junto dos media e destes para com os públicos.
Press Release/Pedidos de Cobertura: Press release e pedidos de cobertura são meios que permitem as organizações levar aos media as suas realizações ou convidá-los para testemunharem realizações.
Facilitação de entrevistas e visitas às instalações: Aumentam empatia da media/jornalistas em relação a nossa organização.
Medias Virtuais: Devido ao seu poder e alcance, tornaram-se grandes aliados dos fazedores de Imagem/opinião e destrutores de Imagem/opinião.
Se o lado positivo nos interessa, ainda não há antídotos para contrapor a desinformação.
É importante conhecer ferramentas como: Twiter, Orkut, Facebook, Hi5, etc., e sobretudo, frequentá-los.
Web Site Corporativo: É importante actualizar as páginas institucionais, mas também é de todo útil que se avisem os jornalistas sobre a colocação de assuntos importantes, como relatórios gerenciais e outras grandes realizações das organizações, de modo a criar nos jornalistas o hábito pela frequência das páginas oficiais das organizações.
Conclusão: Pelo seu papel mediador entre os actores, os media são parceiros importantes na efectivação do marketing, quer comercial, quer apenas institucional.
Para estar nos media é preciso desenvolver uma relação de parceria e de reciprocidade (informação).
Quem está longe deve servir-se, dentre outros meios, dos recursos acima descritos para estar próximo dos media.
Publicada por
Soberano Kanyanga
à(s)
4:56 da tarde
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