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quarta-feira, setembro 21, 2016

LUCIANO CANHANGA (C.V.)

CURRICULUM VITAE
 (2017)
Luciano António Canhanga, jornalista, gestor de RH, professor e escritor,  é filho de Maria Canhanga. Nasceu a 25 de Maio de 1976 no Libolo, província do K-Sul. É de Nacionalidade angolana, portador do B.I. nº 131850KS19.
Formação académica:
* Mestrando em Ciências Empresariais pela FAAG/UFP,
* Licenciado em Comunicação Social pela UPRA/Luanda, 2011.
*Quarto ano do Curso Superior de Ensino da História pelo ISCED/Luanda.
*Curso  Médio de Jornalismo, IMEL, 1996.
*Estudos primários no Libolo e Luanda, 1981-1992.
Experiência laboral:
- Director do Gabinete de RH do Ministério da Geologia e Minas, desde Junho de 2015.
- Assessor do Director de RH de Catoca, desdeAbril de 2017.
- Colunista no jornal Nova Gazeta desde 2016.
- Docente colaborador no ISTA (Inst. Sup. Tecn. de Angola), curso de Com. Social, desde 2016.
- Chefe de Sector de Comunicação e Imagem da Sociedade Mineira de Catoca Lda, de Março 2006-Dez 2015.
- Professor de LP (colaborador) na Universidade Lweji A N´konde (Escola Superior Politécnica da Lunda Sul), 2012-2015, Professor de LP no Instituto Superior Politécnico Lusíada da Lunda Sul, 2013-2015. 
 - Prática jornalística na LAC, como editor, repórter e apresentador de espaços noticiosos, 1996-2026.
- Dois anos de docência no ensino geral público, 1997 e 1998, Escola Pica Pau/Luanda.
*Colaboração radiofónica:
- RDP/África (correspondência).
- ORION (programa “Nação Coragem” emitido na RNA)
- Rádio Lunda Sul (Grupo RNA)
*Já publicou, entre outros, nos seguintes medias impressos:
- "Semanário Angolense (2014 até sua extinção)
- "Semanário Económico", Angola,
- "Novo Jornal",  Semanário angolano,
- Jornal "O País", semanário angolano,
- "Cruzeiro do Sul", semanário generalista angolano, com pseudónimo Soberano Canhanga,
- "Expansão", semanário angolano de economia, com o pseudónimo Mona-a-Chico,
"Jornal dos Desportos", diário desportivo angolano,
- Jornal de Angola
- "Jornal de Cultura e Artes", quinzenário angolano,
- "Revista "Azulula", Lunda Sul,
- Revista "Sango", Lunda Sul,
- "Jornal Popular", Luanda,
- "Correio da Manhã", jornal diário lisboeta,
- "Jornal Digital" http://www.angoladesporto.com/,
- Boletim Informativo de  Catoca
- "InfoGeoMinas" (Boletim Informativo do Ministério da Geologia e Minas)

Outras formações:
* Introdução à Administração Pública, ENAD, 2015
* Gestão de RH na Administração Pública, ENAD, 2016
* Gestão e Liderança de Equipas, INSIGNIS WEST; Lisboa, 2016
* Mini MBA sobre Administração e Gestão de Empresas, Catoca & Vantagem Mais, 2010.
*Curso de Relações Públicas Empresariais e de Estado, GESTINFOR, 2007
*Curso de Gestão de Crises, Catoca, 2006
* Curso sobre Gestão de Projectos, Catoca, 2007
* Curso de Avaliação de Desempenho, Accenture/Catoca, 2010.
* Curso de Gestão Moderna, Catoca & C4E, 2009
*Curso de jornalismo de investigação, Banco Mundial e Centre WANAD, Bamako-Mali, 1998.
*Curso Avançado de Língua Portuguesa para jornalistas, Univ. Catol. Angola, 2003.
*Curso de Jornalismo eleitoral, RTP e CEFOJOR, Luanda, 2005.
*Curso de Jornalismo digital e novas tecnologias de informação, Fund. Gulbenkian e Univ. Cat. Lisboa, 2005.
*Seminário sobre Relações Económicas ACP-UE, Bruxelas, Bélgica, 2003.
*Curso de Condução defensiva, Catoca, 2007.
*Conferencia sobre Motivação, liderança e Gestão de Empresa, FACIDE, 2007
*Oficina de Jornalismo, Saurimo, 2007

Enquanto escritor, assina com o pseudónimo "Soberano Canhanga" e é autor dos livros: "O Sonho de Kaúia" (romance), Mayamba, 2010;  "Manongo-Nongo" (Contos), TamodaEditora, 2012; "10Encantos" (poesia) edição de autor, 2013; "O Relógio do Velho Trinta" (romance), Odracir/G.P.Bié-2014) e "O Coleccionador de Pirilampos" (contos), LeyAngola-2014 e "Amor sem Pudor" (poesia). 
Tem no Prelo: "As Travessuras do Jacinto" (contos) ,  "Amor de Mel`Aço" (novela),"Crónicas do Quotidiano" e "Mangodinho" (novela).

Participação em antologias: Angola, Portugal, Roménia, Brasil e África do Sul.

Línguas: Português e Inglês (falado e escrito) e noções de Francês. Também experimenta o Kimbundu (língua materna), Umbundu e Ucokwe.
Contactos: Tlm 923 55 86 51/995 558651, e-mail lcanhanga@hotmail.com

quinta-feira, setembro 01, 2016

ESCREVENDO COM O TRABALHO A NOVA HISTÓRIA

A sorte e a virtude no Serviço Público
Tive de recorrer, desta vez, ao tratado de Nicolau Maquiavel, O Príncipe,  para extrair conceitos como sorte (fortuna) e Virtú (virtude) que, nas palavras do autor, "devem acompanhar o sucesso de um líder" (seja instituído para um posto de chefia ou um agente respeitado e com seguidores que o fazer por causa dos seus bons exemplos).
O autor de O Príncipe define como fortuna ou sorte o ambiente envolvente, antes e durante o seu mandato: qualidade das pessoas que governa e com quem governa (pessoas capacitadas e empenhadas, leais e disciplinadas ou não), a harmonia social e política, a qualidade das instalações e dos equipamentos, os recursos financeiros, o ambiente regulatório, as relações com utentes e fornecedores, entre outros quesitos, fazem parte deste pacote.
A Virtú (virtude) é definida pelo autor como o talento, a sagacidade, o bom mando, a ponderação, a análise cuidada e as respostas assertivas aos factos e fenómenos que surgem no caminho de um líder. É preciso ser virtuoso, diz ele.
Transportando para os nosso dias esse tratado centenário de Maquiavel, nascido em Maio de 1469, em Florença, Itália, se pode ainda dele retirar algumas bons exemplos.
Vivemos uma conjuntura política, social e económica que nos apela ao redobrar de esforços, coesão  e inteligência, no sentido de darmos mais respostas do que aquelas que aparentemente entendemos como demanda dos nossos utentes, apesar dos meios escassos e necessidades infinitas.
A moralização da Administração Pública requer o cumprimento de prazos e qualidade requerida nos serviços a prestar, lealdade dos Servidores ao Poder instituído pelo sufrágio directo e ao Serviço Público, parcimónia na utilização dos recursos, equidade no tratamento, equilíbrio nas relações, bem como o respeito mútuo e a solidariedade institucional e interpessoal. São virtudes que quando juntas à fortuna (aqui entendida como sorte ou ambiente envolvente) farão de nós líderes com direito a, pelo menos uma linha, na História que se há de redigir sobre a Reviravolta nas Instituições Públicas Angolanas.
A confiança e a lealdade devem ser cultivadas todos os dias. Todo o poder é uma cadeia, do mais alto ao mais baixo e vice-versa. É como as engrenagens que movem os ponteiros de um relógio. Basta quebrar um carrecto minúsculo para que todo o sistema fique afectado.

Cada um deve fazer o seu melhor, sem prejudicar o colega ou o seu superior. Juntos, olhando apenas para o bem e fazendo o recomendável, faremos a Nova História do Serviço Público.