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segunda-feira, agosto 01, 2016

OS REFORÇOS E OS PESOS MORTOS NAS ORGANIZAÇÕES


Numa dada formação que frequentei sobre Gestão de Capital Humano nas Organizações, o mestre falava, a dado momento, sobre os "pesos mortos", suscitando grande interesse dos estudantes.

E dizia ele que “pesos mortos” eram as pessoas que sempre se faziam presentes ao local de prestação de serviço mas que nada moviam para dinamizar as rotinas de trabalho e o crescimento das organizações. Pessoas que se constituíam em “peso” porque têm honorários e outras regalias, mas “mortas” porque não acrescentam valor à equipa e à organização.

O “peso morto” é alguém excessivamente burocrático, que nunca traz algo de novo, não faz o que dele se espera e está sempre resistente a novas ideias. É aquele que está sempre a escudar-se no jargão "aqui sempre fizemos assim", porém, nunca faz nem como "sempre se procedeu no passado" nem como se pretende inovar.

E lembrava o mestre, uma célebre passagem de Einstein que atesta que para se ter resultados diferentes é preciso fazer de forma diferente ou inovadora. "Tolo é quele que faz as coisas do mesmo jeito augurando por resultados distintos".

O “peso morto”, segundo o professor que venho citando, apesar da sua inércia, almeja sempre posições de conforto ou de comodismo. Alcançar a chefia é o seu mais alto desiderato. Uma vez indicado para um posto de liderança, o “peso morto” confia tudo à equipa, inventa reuniões (quando realmente existem nunca contribui com inovações, entrando calado e saindo mudo dos encontros em que participa). Junto dos seus colegas de equipa, o “peso morto” apresenta frequentemente um semblante cansado e carregado, como se estivesse muito atarefado e sem tempo para mergulhar nos desafios da equipa e com ela encontrar soluções.

Na verdade, “o peso morto” não sabe executar tarefas, nunca foi bom técnico e evita que os seus liderados se apercebam de suas fraquezas profissionais. É por isso que, quando nomeado, o peso morto se "tranca na chefia".

O “peso morto” é pernicioso às organizações pois distribui energia negativa à equipa. Contribui para a desmotivação dos colegas de jornada. Depaupera a organização a que está vinculado. É um esforço e nunca um reforço para a equipa e a organização.

Aí onde haja esse tipo de colaboradores ou quem se reveja nessa triste condição, deve seguir apenas um de três caminhos possíveis:

ou se regenera, pois ainda vai a tempo de seguir a caravana dos que realmente se empenham e preocupam com o trabalho;

ou se aposenta, cumprido o tempo de serviço ou idade para a reforma;

ou procura por uma organização em que não se peça trabalho, inovação e lealdade aos princípios corporativos.

 Felizmente, vejo que "aqui não há pesos mortos"!

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