Número total de visualizações de página

quarta-feira, outubro 15, 2014

O QUE ACHO DO JORNALISMO PRATICADO EM ANGOLA

Uma estudante do curso superior de Comunicação Social duma universidade privada angola perguntou-me, via face book, sobre o que eu achava do "ensino do jornalismo angolano". Disse que o meu nome tinha sido indicado por um professor que conhece e "reconhece" a minha trajectória de "jogador a comentador" no campo do jornalismo que se pratica em Angolano. A par destes questionamentos que servem para os estudantes fundamentarem os seus trabalhos escolares, tenho também recebido vários pedidos para "ajudar a fazer" isso ou aquilo. São frequentes pedidos do tipo: "Dr., ajude-me a fazer uma agenda, ajude-me a fazer uma notícia, ajude-me a fazer/estruturar uma entrevista, ajude-me a fazer uma crónica, etc.!
 
O que tenho solicitado é que "apliquem primeiro os conhecimentos teóricos aprendidos/explicados pelo docente e depois eu ajudo a dar forma".
 
O que acontece, a posteriori, é que, em muitos dos casos,  nem ortografia sai nem a teoria é aplicada.
 
Decidi, por isso, servir-me do método socrático (maiêutica e refutação) para fornecer a minha resposta à questão supra:

- Há laboratórios para aulas práticas nas universidades?
- Há professores de cadeiras práticas que são reconhecidos como bons praticantes de jornalismo naquela especialidade?

- Um professor de jornalismo que nunca exerceu jornalismo de facto, que nunca esteve numa redacção e que não saiba como se elabora uma agenda ou como se "vive" uma informação noticiosa, um insólito, estará em condições de instruir os da melhor forma alunos?
- Que tipo de jornalistas com curso superior as empresas de media recebem, sobretudo aqueles sem tarimba inicial (que nunca trabalharam antes no ofício)?
- Os neófitos jornalistas, saídos das escolas médias, técnico-profissionais e superiores dominam a(s) língua(s) em que se prestam a trabalhar?
- Temos excelentes jornalistas da nossa praça sem canudo, mas de reconhecida competência técnica e deontológica, como o autor do "Morro da Maianga". Esses têm sido convidados para formar novos jornalistas nas nossas universidades? São no mínimo professores conferencistas? 
 
Convido quem conheça bons exemplos que os partilhe comigo.

Sem comentários: