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segunda-feira, abril 14, 2014

A IDEIA É… OU O OBJECTIVO É?

Tornou-se corriqueiro ouvir jornalistas, políticos, gestores e até académicos a utilizarem a expressão “a ideia é… para se referir aos objectivos que norteiam uma determinada realização.

Ideia e objectivo são sinónimos perfeitos? Vejamos o que nos explica um dicionário simples, no caso, o wikipédia (internet).

Ideia: O termo é usado em duas acepções. Como sinónimo de conceito ou, num sentido mais lato, como expressão que traz implícita uma presença de intencionalidade. A palavra deriva do grego idea ou  eidea, cuja raiz etimológica é eidosimagem.

Objectivo: O termo diz respeito a um fim que se quer atingir, e nesse sentido é sinónimo de alvo tanto como fim a tingir.

terça-feira, abril 01, 2014

O QUE É QUE REALMENTE VENDE O JORNAL?


Muitos comerciantes perguntam-se "como é que suas lojas que possuem prateleiras melhor arrumadas e mais apetrechadas que outras, em termos de oferta de produtos, registam menor clientela.
-  Não será a forma como os proprietários e ou os seus funcionários soltam o pregão (1) a razão que as diferencia?

Há no comércio uma máxima que reza: “Vender todos podem, porém vender muito só os mais hábeis”. Tal acontece também com os órgãos da comunicação social.
Muitas rádios, muitos jornais, muitas televisões, mesmos assuntos de reportagem e, às vezes, mesmos profissionais no caso de grandes empresas de comunicação (2).  Porém, as vendas e as audiências são diferentes. Porquê?
Talvez disséssemos que os recursos humanos são peça importante. O grau de instrução, nomes sonantes ou não , experiência profissional, etc. - Mas que tal de mesmos profissionais que trabalham para mesma Holding?

- Quantas boas e grandes notícias ficam por ler ou ouvir porque foram mal tituladas?

- Quantos jornais voltam à casa, para o "museu" ou arquivo, não por serem mal escritos ou por não possuírem boas notícias, mas porque estas foram mal publicitadas?

A forma como veiculamos a notícia e como os órgãos se relacionam com o seu público constituem-se nos grandes pregões. São como a peixeira que lança o seu pregão e contacta todos os dias os seus clientes sobre eventuais necessidades. "O cliente gosta de ser surpreendido com o que quer, mas é preciso saber anunciar o que se tem". - Diz um velho livro de marketing.
Em rádio bons títulos e bem geridos levam o ouvinte, por mais pressa que tenha, até ao fim do noticiário. Tal acontece também em televisão onde as imagens falam mais do que as palavras. Na imprensa um bom título ainda que isolado, oco ou mal suportado no seu interior vende o jornal. (3)

Titular, porém, não se afigura como tarefa fácil. Porque todos podem ser excelentes repórteres e exímios redactores, mas titular é uma especificidade do jornalismo moderno. Aqui são chamados ou deveriam ser chamados os mais hábeis e experimentados, já que “é o pregão mais forte quem mais vende”. Na ausência de especialistas, o ideal seria ouvir as sugestões do conjunto de jornalistas da redacção.

- Quantas vezes um bom título é sugerido pelo motorista?

- Sem nos esquecermos da “relação de pertença ou de cumplicidade”(4) que se estabelece entre os órgãos da comunicação social e os seus receptores, "criar interesse e levar à acção”, como aconselha a publicidade, deve ser tarefa do indivíduo que titula. Se assim acontecer HÁ COMUNICAÇÃO.

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1-Pregão é aqui entendido como a forma como são geridas as relações com o público e a forma como é feito o marketing.
2-Há conglomerados como a Media Capital ou Impresa em Portugal que por si só juntam rádio, imprensa e televisão, reproduzindo as mesmas matérias nos diferentes órgãos que compões a holding.
3- Há títulos únicos que vendem o jornal por inteiro. Também há títulos que falam mais do que as notícias e aqueles que não dizem o que anunciam.
Sobre estes dois últimos aspectos deve ler: o artigo “Títulos que dizem mais dos que as notícias” desta série.
4- É importante que órgão tenha o feedback e saiba na medida do possível satisfazer a expectativa dos seus ouvintes, leitores, telespectadores que são, ao fim e ao cabo, os seus clientes.

 (Escrito em 2005)