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domingo, abril 10, 2011

A SEXUALIDADE JUVENIL

Palestra proferida aos jovens da Igreja Metodista Unida Central de Saurimo (excursão de reavivamento espeiritual realizada no dia 9.04.2011).

"DEUS, NOSSO BOM PAI, DAI-NOS A VOSSA SABEDORIA E ENTENDIMENTO PARA QUE POSSAMOS TRANSMITIR E ABSORVER CONHECIMENTOS SOBRE A SEXUALIDADE E A JUVENTUDE"

Sexualidade na juventude. Palavras-chave: Juventude, mamor, sexualidade, casamento, fornicação, adultério.

Juventude: Há quem diga que juventude é uma forma de serque não se condiciona à idade biológica. Temos aqui o irmão Carlos que eu considero um jovem com a simples diferença de ser prudente e responsabilidade nos actos No nosso país não me parece bem definido o parâmetro etário em que se situa o jovem. Vou ter de me reger por outras convenções análogas. No Brasil, o jovem compreende a faixa de idade entre 16 à 29 de acordo com a classificação aprovada pelo congresso em Setembro de 2010.

Já a Assembleia Geral da ONU define a juventude como “Período na vida de uma pessoa entre a infância e a maioridade. O conceito moderno diz-nos também que sentem-se jovens, aqueles que têm idade compreendida entre os 25 e 35 anos (surge aí o conceito de jovem adulto adoptado pela nossa igreja), portanto até aos 35 anos.

Amor: pode ser definido como afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atracção, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.

Eros: representa a parte consciente do amor que uma pessoa sente por outra. É o amor que se liga de forma mais clara à atracção física, e frequentemente compele as pessoas a manterem um relacionamento amoroso continuado. Nesse sentido também é sinónimo de relação sexual. Ao contrário vem a Psique, que representa o sentimento mais espiritual e profundo.

Pragma: (do grego, "prática") seria uma forma de amor que prioriza o lado prático das coisas. O indivíduo avalia todas as possíveis implicações antes de embarcar num romance. Se o namoro aparente tiver futuro, ele investe. Se não, desiste. Cultiva uma lista de pré-requisitos para o parceiro ou a parceira ideal e pondera muito antes de se comprometer. Procura um bom pai ou uma boa mãe para os filhos e leva em conta o conforto material. Está sempre cheio de perguntas. O que será que a minha família vai achar? Se eu me casar, como estarei daqui a cinco anos? Como minha vida vai mudar se eu me casar? É um amor interessado em fazer bem a si mesmo. Um amor que espera algo em troca.

Philia ou altruísmo: coloca a dedicação ao outro sempre antes do próprio interesse. Quem pratica esse estilo de amor entrega-se totalmente à relação e não se importa em abrir mão de certas vontades para a satisfação do ser amado. Investe constantemente no relacionamento, mesmo sem ser correspondido. Sente-se bem quando o outro demonstra alegria. A interpretação cristã sobre a origem de Jesus, engloba este tipo de amor para descrever o acto de Deus, que, ao ver a humanidade perdida, entrega seu filho unigénito, para ser morto em favor do homem.

Storge: é o nome da divindade grega da amizade. Por isso, quem tende a ter esse estilo de amor valoriza a confiança mútua, o entrosamento e os projectos compartilhados. O romance começa de maneira tão gradual que os parceiros nem sabem dizer quando exactamente. A atracção física não é o principal. Os namorados-amigos não tendem a ter relacionamentos calorosos, mas sim tranquilos e afectuosos. Preferem cativar a seduzir. E, em geral, mantêm ligações bastante duradouras e estáveis. O que conta é a confiança mútua e os valores compartilhados. Os amantes do tipo storge revelam satisfação com a vida afectiva. Acontece geralmente entre grandes amigos. Normalmente os casais com este tipo de amor conhecem muito bem um ao outro.

Sexualidade: Para muitas pessoas, falar de sexualidade remete imediatamente ao acto sexual e à reprodução. Mas a sexualidade é muito mais abrangente. Pode ser definida como uma forma de expressão dos afectos, uma maneira de cada indivíduo se descobrir e descobrir os outros. A sexualidade engloba a identidade sexual (masculina e feminina); os afectos e a auto-estima; as alterações físicas e psicológicas ao longo da vida; o conhecimento anatómico e fisiológico do homem e da mulher; a higiene sexual; a gravidez, a maternidade e a paternidade; métodos anticoncepcionais; doenças sexualmente transmissíveis; os transtornos sexuais, entre outros. É logo um tema de difícil abordagem para um leigo como eu, pelo que escolherei apenas alguns ângulos de abordagem para essa dissertação, tentando sempre o enquadramento etimológico, social e religioso da questão.

O conceito contemporâneo diz que a sexualidade é uma experiência individual regida por diferentes desejos e condutas que a tornam um processo absolutamente pessoal e natural. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, "a sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Importa tomar nota que a sexualidade não é sinónimo de coito e não se limita à presença ou não do orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contacto e intimidade, e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e integrações, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada como direito humano básico. A saúde sexual é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor".

Caracteres sexuais secundários masculinos

Mudança na voz.
Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
Poluções nocturnas.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior secreção da hormona testosterona.

Caracteres sexuais secundários femininos

Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
Desenvolvimento dos seios e das ancas.
Menstruação mensal.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.

NOTA: as alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas. Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais (proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa).

Fornicação: vem de fornix = abóbada, ou arco da porta sob a qual as prostitutas romanas se exibiam. As meretrizes ficavam por lá porque, além de ligar o lugar ao sexo, a mulher romana devia, a não ser que não tivesse nem pai, nem marido, nem filho do sexo masculino, sempre obediência a um homem. No Novo Testamento, fornicação é o termo usado para traduzir a palavra grega Porneia, que designava um matrimónio inválido. A evolução do termo no sleva para a ideia de sexo ilícito, ou seja, a prática de sexo antes ou fora do casamento que aos olhos de Deus é imoralidade e contrário as leis.

Adultério: define-se como "acto de se relacionar com um terceiro na constância do casamento", é considerado uma grave violação dos deveres conjugais por quase todas as civilizações de quase toda a história, sendo que algumas sociedades puniam gravemente o cônjuge adúltero e/ou a pessoa com quem praticava o acto. Hoje, esta violação ainda é punível severamente, inclusive com pena de morte nos países muçulmanos. Nos países do ocident
e, a punição se dá de forma branda mas é causa suficiente para o divórcio ou rescisão do casamento.

O adultério na Bíblia: no Antigo Testamento da Bíblia, a lei mosaica determinava a pena de apedrejamento do adúltero. No Novo Testamento, Jesus afirma que “o que Deus ajuntou, não o separe o homem”

Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. (Mt 19:9)

Assim, Jesus explica a reprovação de se contrair novas núpcias enquanto o cônjuge divorciado ainda estiver vivo. Noutro contexto, os apóstolos também posicionaram-se contra o adultério, quando Paulo dizia: “Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher (...) A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo em que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor. (I Coríntios 7:10-11; 7:39).

Idade ideal para a actividade sexual: É depois de casar. O casamento na nossa ordem jurídica realiza-se a partir dos dezoito anos, salvo excepçõers que normalmente emanam de acções pecamin osas como a gravidez precoce.


O que diz a bíblia sobre sexo antes do casamento: o sexo antes do casamento é repetidamente condenado na bíblica (Actos 15:20; Romanos 1:29; I Coríntios 5:1; 6:13,18; 7:2; 10:8; II Coríntios 12:21; Gálatas 5:19; Efésios 5:3; Colossenses 3:5; I Tessalonicenses 4:3; Judas 1:7). A Bíblia defende e encoraja a abstinência antes do casamento. Sexo antes do casamento é tão errado quanto o adultério ou outras formas de imoralidade sexual, porque todos envolvem relações sexuais com alguém com quem você não é casado. Sexo entre marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13:4).

Quem deve fazer sexo? Em princípio o sexo está recomendado aos livremente casados como forma de recriação e recreação (perpectuação da espécie humana e satisfação de funções biológicas e sanitárias).

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