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quarta-feira, abril 21, 2010

A FORMAÇÃO DE JORNALISTAS NA IGREJA METODISTA: DO NÚCLEO AO CLUB

Para que história do nosso jornalismo seja escrita com veracidade é necessário que os actores de hoje deixem "rabiscos" que sirvam de pistas aos futuros historiadores. E se a história da formação de jornalistas em Luanda for escrita, ela não deverá passar ao largo de uma importante iniciativa de jovens "apaixonados" pelo radialismo e jornalismo em geral.

Reporto-me ao Núcleo de Amigos da Rádio criado em princípios dos anos noventa do séc. XX por Eduardo Magalhães e Luciano Manuel da Silva (José Manuel Fançony). Era um espaço onde os dois jovens radialistas da RNA, ainda em início de carreira,  passavam a sua experiência a jovens (da Igreja) como: Manuel Filipe, João Manuel, Tomé Armando, Marinela Fernandes, Domingos Kitumba, Carlos Calongo, Domingos Soares "Ney", Georgina Guinhi (hoje médica), Benvindo Magalhães, Fernando Manuel Fançony "Nandinho", Jota Viage, Domingos Soares "Yoyó", José Ndonga, Jesus Delgado, José Mante, entre outros.

A "escola" foi inaugurada na casa do José Manuel Fançony, ao Cazenga, e só mais tarde, por alegadas questões de segurança, se mudou para o templo de Belém da Igreja Metodista Unida, ao Rangel, pastoreada naquela altura pelo Rev. Gabriel Vinte e Cinco. As aulas consistiam em cultura geral e técnicas de locução, ingrediantes que serviam de base nos concursos públicos realizados pela emissora nacional para a admissão de novos jornalistas.

Com o aumento das responsabilidades profissionais dos formadores, o tempo escasseou e o projecto "esmoreceu", tendo sido recuperado anos mais tarde, em 1999, por Luciano Canhanga (Sec. Geral), João Manuel (presidente) e Manuel Filipe (Vice-Presid.), contando ainda com conferências dadas por renomados jornalistas da época como: Horácio Pedro, Domingos João e pelos primeiros formados pelo Núcleo, já em actividade laboral  na RNA.

Na sua segunda versão, já com a designação de Clube de Jovens Amigos do Jornalismo da Igreja Metodista, as aulas consistiam no aperfeiçoamento da língua portuguesa, técnicas de reportagem e redacção, locução radiofónica e cultura geral.  Foram/são frutos desta segunda iniciativa jornalistas como: Miguel Kitari (Semanário Económico), Filomena Ebo e Arminda Coimbra (Rádio Escola), Adelina Inácio e Pedro Bica (Jornal de Angola), Zenilda Volola, Adão Tiago e Maria da Costa (Rádio Eclésia), Faustino Hossi Manuel (TPA), Hilário dos Santos (Tv Zimbo), Milonga Bernardo e Aires Francisco (RNA-Viana), Lourenço Miguel (RNA-Benguela), Victória Armando, entre outros nomes da nossa praça jornalística.

Momentos de lazer e teatro faziam também parte do CLUB-JAJIM cujo periódo de vigência, nesta sua segunda versão, foi de aproximadamente quatro anos.

Depois de terem passado por outras "escolas on job" temos hoje muitos destes jovens a darem o seu máximo em diferentes órgãos da comunicação social.
A iniciativa reclama uma nova reoxigenação.   
Obs: texto aberto a contribuições. 

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