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quinta-feira, julho 10, 2008

O VALOR DA PROXIMIDADE DA COMUNICAÇAO INSTITUCIONAL DA DIRECÇÃO DA EMPRESA

Muitas empresas angolanas têm 10, 20 e até 30 anos sem que possuam de facto uma área de comunicação institucional. Outras seguindo a febre do surgimento dos gabinetes de comunicação e imagem criaram áreas afins, mas que pecam na sua estrutura, definição de tarefas e até mesmo o perfil dos seus integrantes, remetendo-as apenas à redacção, quando não é apenas a leitura ou o encaminhamento de discursos oficiais da gerência aos órgãos da comunicação social.

Uma área de comunicação interna tem de estar estruturada de modo a servir a empresa na globalidade… tem de se preocupar com o público interno (principal difusor dos valores corporativos). Tem de desenvolver a comunicação horizontal e vertical e a comunicação com o público exterior à empresa.

Como poderá uma empresa falar de responsabilidade social ou fazer com que os seus consumidores acreditem nos seus produtos e serviços se os seus funcionários desconhecem ou não participam das decisões internamente?

Esta é uma pergunta que Paulo Clemem coloca no seu livro “Como implantar uma área de Comunicação interna”. Aqui, o autor fala da participação dos trabalhadores no processo decisório, ou no mínimo estarem bem informados sobre as políticas empresariais. Mas que tal se uma empresa, que tenha uma área de Comunicação Institucional, esta não estiver integrada no sistema decisório?

A comunicação interna, em geral, é coordenada por profissionais de Comunicação, sejam eles jornalistas, relações públicas ou publicitários, o que representa adequação do perfil profissional ao comando da área.

Sendo fundamental que os profissionais da comunicação institucional se posicionem a serviço da organização, é fundamental ter-se como elemento de credibilização dos feitores da Comunicação Institucional a sua relação e proximidade da presidência. Mais próximo, mas informado e mais credível se fica. Daí que a evolução natural do posicionamento da comunicação é estar vinculada directamente à presidência.

É preciso avaliar se quem emite mensagens em nome da empresa está preparado para tal tarefa. Normalmente, os líderes da empresa devem estar preparados para exercer a sua liderança. Além do profundo conhecimento técnico, é considerada relevante a forma como praticam a comunicação.

Os profissionais da comunicação institucional devem ter o público interno como o principal multiplicador e disseminador da imagem corporativa, devendo colocar-se por isso, à disposição das demais áreas. É também fundamental que as diversas áreas da empresa sejam encaradas como um todo e não como ilhas de um mesmo arquipélago. Isso significa que numa empresa não deve existir jornalista da direcção ou do Departamento tal. Apenas profissionais que trabalham para o todo, com acesso às informações totais e para difusão total, ponderada a pertinência do acesso dos públicos aos conteúdos.

Na sua actividade os comunicadores institucionais devem também preocupar-se em estimular o relacionamento Empresa/Família (as famílias são também grande difusores da imagem corporativa). Roberto Castro Neves diz mesmo que “se esta população extramuros crescer exponencialmente, será necessária encontrar uma forma de incluí-la nas campanhas, eventos e veículos de comunicação”.

Quando falamos de comunicação há outro aspecto a ter em conta: a linguagem. Ser claros e objectivos (concisão), servir-se da linguagem visual, de modo a ser atraente e impactante são algumas das receitas que nos recomendam Paulo Clemen.

Luciano Canhanga